sábado, 19 de julho de 2014

O paradoxo que é amar o autor

Não me ame não!
Continue não me amando
e eu vou continuar deliciosamente
viciado
nisso que você sente por mim
(Seja lá o que isso for)

Não me ame nao!
Apenas continue não me amando
É só o que lhe peço
para que eu possa continuar
a escrever estes poemas.
...
Tenho medo de altura
de 'andar de moto'
de baratas (voadoras)
e de overdose
(de amor)

Ps: (in)felizmente, nós dois sabemos que um viciado deseja sempre uma dose maior.

Mas então
eu vou acabar morto, afinal?
Talvez.

Feliz
Com certeza.