quarta-feira, 28 de maio de 2014

Nada como uma cerveja após a outra.

Depois
de ver o que não queria
de rir pra fora
e chorar por dentro
de aparentar serenidade
e se afogar em copos de cerveja
de querer mostrar indiferença
quando na verdade, se importava com aquilo
mais que qualquer outra coisa que aconteceu
naquele dia

Ela percebe que, o que tinha visto
era o que queria desde o início.
O susto fez do corte,
cicatriz
e o dia seguinte pareceu normal.

Nada como uma cerveja após a outra.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Quando o álcool acaba

Braços abertos para abraços
Bocas em bicos para beijos
Resenhas e camaradagens
Música e cantoria, mas...

Quando o álcool acaba
E o tédio lhe domina
E o cigarro lhe falta
E o ar que respira
Do nariz, não passa

Não escreva cartas
Não compre pão
Não leia gestos
Nem dê bom-dia, na rua

Não trate mal
Sem motivo algum
Quem está acostumado
Com seu riso fácil
E com seu cheiro forte.