Acordou e sentiu que tudo ainda girava.
Era o segundo dia seguido que acordava com ressaca e uma dor de cabeça, quase insuportável, o fazia desejar a morte. Pegou o último cigarro que lhe restara, chamou o cachorro e saiu para a rua.
6:37h da manhã e pessoas faziam Cooper. Por mais absurdo que possa parecer, pessoas acordam cedo por vontade própria e fazem exercícios. Era estranho, mas a dor de cabeça não permitia que ele pensasse muito a respeito disso tudo. Soltou a coleira do cachorro e o deixou correr, cagar e mijar à vontade. Acendeu o cigarro e sugou toda fumaça possível. Suas bochechas secaram, os olhos fecharam, a brasa da ponta do cigarro aqueceu e brilhou como quem grita pedindo arrêgo. Deu uma tragada, levantou a cabeça e, ainda sem abrir os olhos, soprou toda a fumaça para cima. A cabeça ainda doía e sua mente estava um caos, mas seu corpo finalmente parecia relaxado.
Quando abriu os olhos, uma mulher de meia-idade com roupas de academia aproximou-se: "Enquanto todos estamos prolongando a vida, você está acelerando a morte." Ela conseguiu dizer isso tudo, ainda correndo, mas sem sair do lugar, enquanto gesticulava apontando para o cigarro e para os demais corredores que passavam por perto. "Cada um faz o que pode", respondeu, passando o olho pelo corpo da mulher. Era alta, magra, coxas finas e seios pequenos, mas com uma boa bunda e uma excelente postura. A cara era feia, mas tinha classe. Pensou que podia ser uma boa última foda antes da morte. Tentou pensar em alguma maneira de convencê-la a ir até seu apartamento e fazerem sexo, para que enfim pudesse morrer em paz. Mas a dor de cabeça, que sentia, bloqueava qualquer esforço da mente. Resolveu jogar o cigarro fora, já que ela havia dado a entender que não gostava daquilo. Soltou o cigarro no chão e pisou certificando-se que o tinha apagado. Quando levantou o olhar, a mulher já estava a alguns metros de distância, de volta à sua corrida matinal.
Lamentou pelas perdas do cigarro e da última foda antes da morte. Um pouco mais pelo cigarro.
Era o segundo dia seguido que acordava com ressaca e uma dor de cabeça, quase insuportável, o fazia desejar a morte. Pegou o último cigarro que lhe restara, chamou o cachorro e saiu para a rua.
6:37h da manhã e pessoas faziam Cooper. Por mais absurdo que possa parecer, pessoas acordam cedo por vontade própria e fazem exercícios. Era estranho, mas a dor de cabeça não permitia que ele pensasse muito a respeito disso tudo. Soltou a coleira do cachorro e o deixou correr, cagar e mijar à vontade. Acendeu o cigarro e sugou toda fumaça possível. Suas bochechas secaram, os olhos fecharam, a brasa da ponta do cigarro aqueceu e brilhou como quem grita pedindo arrêgo. Deu uma tragada, levantou a cabeça e, ainda sem abrir os olhos, soprou toda a fumaça para cima. A cabeça ainda doía e sua mente estava um caos, mas seu corpo finalmente parecia relaxado.
Quando abriu os olhos, uma mulher de meia-idade com roupas de academia aproximou-se: "Enquanto todos estamos prolongando a vida, você está acelerando a morte." Ela conseguiu dizer isso tudo, ainda correndo, mas sem sair do lugar, enquanto gesticulava apontando para o cigarro e para os demais corredores que passavam por perto. "Cada um faz o que pode", respondeu, passando o olho pelo corpo da mulher. Era alta, magra, coxas finas e seios pequenos, mas com uma boa bunda e uma excelente postura. A cara era feia, mas tinha classe. Pensou que podia ser uma boa última foda antes da morte. Tentou pensar em alguma maneira de convencê-la a ir até seu apartamento e fazerem sexo, para que enfim pudesse morrer em paz. Mas a dor de cabeça, que sentia, bloqueava qualquer esforço da mente. Resolveu jogar o cigarro fora, já que ela havia dado a entender que não gostava daquilo. Soltou o cigarro no chão e pisou certificando-se que o tinha apagado. Quando levantou o olhar, a mulher já estava a alguns metros de distância, de volta à sua corrida matinal.
Lamentou pelas perdas do cigarro e da última foda antes da morte. Um pouco mais pelo cigarro.
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